A MField também precisa ser instagramável

Outro dia eu estava viajando, entrei numa loja, vi um chaveiro legal e pensei: dava para fazer um desses para a MField. Isso acontece comigo o tempo inteiro.

Se eu como um biscoito amanteigado bom lá em Esmeraldas onde nasci, penso em como seria o biscoito da MField. Se vejo alguém chegando na academia com uma bolsa legal, imagino uma nossa. Comecei a correr e pouco tempo depois, já estava pensando na MField Run. O MCoffee nasceu um pouco assim também e agora estamos lançando um jornal impresso em pleno 2026.
Talvez alguém olhe para tudo isso e pergunte: mas o que um café, uma corrida, um moletom, uma bolsa ou um jornal têm a ver com uma empresa de influência? Para mim, tudo. Eu sempre acreditei que cultura organizacional não é o texto que fica escrito na parede do escritório. Cultura é aquilo que a gente vive, repete, veste, compartilha e principalmente, aquilo que faz alguém sentir que pertence a algum lugar.
Por isso gosto quando encontro alguém da MField no aeroporto usando nossa bag, fico feliz quando vejo nosso moletom aparecendo num stories de fim de semana, quando alguém marca o MCoffee nos stories sem ninguém ter pedido ou quando uma pessoa de fora entra no escritório e fala que queria trabalhar daqui. Isso não acontece porque colocamos nossos valores num ppt e sim porque a marca começa a fazer parte da vida das pessoas.
E talvez “ser hype”, expressão que usamos tanto por aqui, tenha muito mais a ver com isso do que simplesmente estar por dentro da próxima trend.
A gente trabalha em uma indústria completamente digital e com isso o nosso produto passa por TikTok, Instagram, YouTube, dados, creators, inteligência artificial. Tudo é rápido, compartilhável e muda o tempo inteiro. E justamente por isso eu gosto tanto da ideia de transformar a MField também em coisas físicas.
Uma caneca fica, uma camiseta viaja, um café vira ponto de encontro, uma corrida cria histórias. E agora um jornal pode parar em cima da mesa, ser rabiscado, dobrado, levado para casa e talvez encontrado novamente daqui a alguns anos.
Existe algo muito legal em lançar um jornal de papel justamente quando praticamente ninguém mais precisa de papel. O WE CRIA nasce nesse paradoxo. Não porque estamos com saudade do analógico, mas porque acreditamos que nem tudo precisa desaparecer depois de 24 horas.
Quero que ele registre um pouco do que estamos vivendo, das pessoas que estão construindo a MField, das ideias que estão circulando pelos corredores, das coisas que estamos criando e até das bobagens que fazem parte do nosso dia. É um jornal dos MFriends, dos clientes, da MField. Minha cabeça vê MField em tudo porque eu nunca enxerguei a MField apenas como um lugar onde a gente chega, abre o computador, responde e-mail, faz reunião e vai embora.
Quero que trabalhar aqui seja uma experiência, que exista orgulho em pertencer e que a nossa cultura seja forte o suficiente para atravessar a porta do escritório e acompanhar as pessoas para outros lugares. Talvez por isso eu diga tanto que a MField também precisa ser instagramável, não no sentido de ter uma parede bonita para tirar foto, mas de ser uma empresa que dá vontade de mostrar, dá vontade de vestir, de usar, de frequentar, de contar que faz parte. E agora, também, de ler.
Bem-vindos à primeira edição do WE CRIA.



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