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A estratégia também tem rosto

Foto do escritor: Cathy Birle
Cathy Birle
28 de set.
3 min de leitura

Isabela Souza, planner da MField e capa da primeira edição da WeCria, fala sobre versatilidade, repertório, pertencimento e o orgulho de ver seu trabalho reconhecido.


Close-up view of a colorful notebook with creative sketches
Crédito: Leca

Aos 33 anos, Isabela Souza carrega no olhar as referências de quem nasceu em Cotia, na Grande São Paulo, e a curiosidade de uma virginiana atenta aos detalhes. No planejamento da MField, transforma observação, repertório cultural e leitura de comportamento em estratégias para marcas e creators.


Versátil, criativa e adaptável, ela também encontra no trabalho coletivo uma fonte importante de aprendizado. Foi assim ao participar da construção do MVozes, iniciativa que ajudou a tirar do papel e que ampliou sua percepção sobre as próprias potencialidades e sobre as habilidades de seus colegas.


Na primeira edição da WeCria, Isabela ocupa a capa e fala sobre identidade, tendências, pertencimento e os caminhos que fazem uma ideia avançar.


Para Isabela, o planejamento nasce da combinação entre atenção ao mundo, repertório e disposição para construir junto. Antes de qualquer post, existe um olhar. Antes de qualquer resultado, existe uma trajetória feita de pessoas, ideias e movimento.


Como foi descobrir que você seria a pessoa da capa? O que esse momento representa para você?

Fiquei muito surpresa. Foram muitas fotos no dia do ensaio e a equipe da agência é muito fotogênica, então nunca imaginei que poderia ser escolhida para a capa. Para mim, ela representa uma participação muito importante na minha carreira. Sinto que me coloca como uma parte significativa da MField, e isso me deixa muito orgulhosa. Mais do que estar em uma foto bonita, a capa mostra que o trabalho que venho desenvolvendo aqui está sendo visto.


Existe alguma característica sua que você gostaria que as pessoas percebessem ao olhar para a capa?

Gostaria que percebessem o quanto posso ser versátil, criativa e adaptável. Essas características refletem diretamente os trabalhos que desenvolvi na MField e também a minha forma de expressão como um todo.


Que experiências pessoais formaram seu olhar para cultura e comportamento?

Minha vivência como mulher negra me direciona para como eu vejo o mundo e percebo meu lugar nele.


Como você equilibra dados, intuição e referências culturais no planejamento?

Acredito que as referências de vida e culturais fazem toda a diferença, não só as minhas, mas as de toda a cultura ao meu redor. Quem trabalha com planejamento está sempre conectado aos dados e ao que está sendo falado e percebido nas redes e fora delas. Estamos sempre atentos ao que está rolando e, principalmente, ao que está se tornando tendência.


Qual projeto mais ensinou você sobre estratégia, criatividade ou relacionamento?

O MVozes foi um projeto muito importante para mim. Fazer parte desse coletivo e ajudar a tirá-lo do papel me deu muito orgulho. É uma iniciativa com muito potencial e que ainda tem bastante a ser desenvolvido. Trabalhar ao lado dos meus colegas nesse projeto também me ajudou a descobrir minhas próprias potencialidades. Ao mesmo tempo, passei a olhar com ainda mais admiração e orgulho para as habilidades de cada pessoa envolvida.


O que mais surpreende ou desafia você no trabalho em uma empresa de influência?

A quantidade de coisas que podem ser feitas e a velocidade com que novas ideias ganham caminhos e escalam. Cada dia traz uma nova tendência, uma nova trend ou uma nova possibilidade. E eu gosto muito disso. É um ambiente que exige atenção, adaptação e abertura para experimentar, porque as oportunidades podem surgir rapidamente e tomar direções diferentes das imaginadas inicialmente.


O que faz a MField ser um lugar de pertencimento para você?

As pessoas, sem dúvidas. Pode ser o trabalho que for ou o desafio que for: trabalhar com quem entende e está engajado para que o projeto funcione faz toda a diferença. Sempre existe uma dica ou uma ideia que contribui para o crescimento do projeto e para o meu crescimento como profissional. E, é claro, existe o espaço e a confiança para ser quem você é, levar ideias adiante e explorar o que ainda nem foi feito ou imaginado.


Ao olhar para a própria trajetória, o que você leva para o futuro?

Levo as amizades e os aprendizados que construí na MField. São essas relações e experiências que continuam orientando a forma como trabalho, colaboro e enxergo as possibilidades que ainda podem surgir.

 
 
 

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