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Creator economy vê nascer uma "classe média" de criadores, aponta relatório

Foto do escritor: Marketing MField
Marketing MField
4 de ago.
2 min de leitura

Pesquisa da The Influencer Marketing Factory mostra que quase metade dos criadores nos EUA já ganha entre US$ 10 mil e US$ 100 mil por ano


Close-up view of a colorful notebook with creative sketches
Crédito: Freepik

A creator economy está deixando de ser um jogo de tudo ou nada. É o que indica o 2026 Creator Economy Report, divulgado pela consultoria americana The Influencer Marketing Factory em fevereiro deste ano. Segundo o levantamento, uma "classe média" de criadores começa a se consolidar: quase metade dos profissionais ouvidos ganha entre US$ 10 mil e US$ 100 mil por ano com a atividade.


O dado ajuda a desfazer a imagem de que só quem chega ao topo consegue viver de conteúdo. De acordo com a The Influencer Marketing Factory, o número mostra que a criação consistente e profissional já sustenta rendas estáveis, e não apenas os ganhos milionários de um punhado de nomes conhecidos.


O relatório também aponta trajetória de crescimento. Ainda conforme a consultoria, 51,5% dos criadores registraram aumento de faturamento na comparação ano a ano em 2025. Outro sinal de amadurecimento é a diversificação das fontes de renda: receitas passivas, como venda de produtos, marketing de afiliados e conteúdo por assinatura, já respondem por mais de 20% dos ganhos do setor.


Para chegar a esses números, a The Influencer Marketing Factory ouviu mil criadores americanos, com idades entre 18 e 65 anos, em janeiro de 2026. A parte quantitativa foi complementada por uma análise feita em parceria com a plataforma HypeAuditor, que avaliou 5 milhões de contas no Instagram, no TikTok e no YouTube.


Essa análise de plataforma trouxe uma virada relevante para quem planeja campanhas. Segundo a HypeAuditor, embora o TikTok ainda concentre um público jovem, a maior faixa de audiência nas três redes passou a ser a de 25 a 34 anos. Para a The Influencer Marketing Factory, o movimento sinaliza uma creator economy mais madura e transforma esse grupo no principal alvo de campanhas que rodam em várias plataformas ao mesmo tempo.


O estudo reforça, ainda, uma inclinação clara para a profissionalização. De acordo com a consultoria, os criadores estão concentrando energia em produção de vídeo e em construção de marca própria, um indício de que a atividade caminha para operar cada vez mais como negócio.

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